Vale a excitação da alma

Uma ponte escura. Um carro em alta velocidade. Do lado de fora da ponte, um helicópetero. Tiros, muitos tiros. O condutor do carro acha que hora de pular. Ainda em alta velocidade, ele pula. Explosão. Fogo. Um helicóptero no chão.

Foi assim que um carro derrubou um helicóptero. E é assim uma das cenas mais marcantes do filme "Duro de Matar 4.0". Cenas de tecnologia e ação com uma pitada de humor levam Bruce Willis à glória e os fãs ao ápice do entusiasmo.
 
Bruce Willis, "um relógio de corda", se vê obrigado a lutar contra o terrorismo em plena era digital. De um lado, o mocinho com armas, do outro, o vilão com um computador. Não preciso nem contar quem é o herói dessa história, apenas uma ressalva. Não foi um revólver que proporcionou a vitória, mas sim a condição de herói: "não há mais ninguém para fazer", nas palavras do autor.
 
O filme mostra a história de crackers tentando invadir e derrubar todos os sistemas que movimentam um país - água, energia, trânsito – por um único motivo: vingança. O vilão, até então mais um dos que prestam serviços tecnológicos, ofereceu um novo produto ao FBI, com a justificativa de que a segurança do atual sistema  era falha.  Como foi chamado de "louco", fez tudo para mostrar que estava certo.

Um terrorismo virtual com consequências de apagão na costa oeste e parte da leste dos EUA, por exemplo. Com o teclar dos dedos, fizeram uma bagunça imensa, até que mexeram com a filha do "McClane". Dessa vez, o herói em questão, derrubou um caça F-35.  
 

A caminho do primeiro milhão

Quem disse que para ganhar dinheiro é necessário usar terno e gravata ou ser artista é porque ainda não conhece Igor Pucci, 24 anos, que depois de julho de 2007 deixou de ser freelancer da sua graduação de ciências da computação para ganhar e fazer a vida com sites de entretenimento. E ele nem está em São Paulo, pelo contrário, está bem aqui no interior paulista, em Araçatuba.

 

São três sites - chamados por ele de blogs - que levam à conta bancária de Pucci aproximadamente R$ 6 mil mensais. O que ele faz com o dinheiro? Uma parte ele gasta, outra ele aplica em fundos de investimentos, e outra ele investe em uma pós-graduação em economia, na UEL (Universidade Estadual de Londrina). As más línguas dizem que a última é para saber aproveitar melhor o dinheiro. Vai saber.

 

Garoto centrado? Esperto e dinâmico também. Características essenciais para o sucesso particular. Mas afinal, o que tem nesses sites, ou blogs? Pérolas do Orkut, seu primogênito, tem um sabor humorístico e bizarro. Escancara em fotos as gafes alheias, montagens criativas, curiosidades, lugares e situações inusitadas, entre outras. Só vendo!

 

Mas quem diria que daria certo... Colecionar gafes do orkut e repassar para amigos por MSN. 50 fotos no acervo, hora de criar o “perolasdoorkut.com.br” e expandir a idéia. Dez mil acessos. O servidor original não comportava mais tantas visitas. Então surge o contrato com quatro empresas filiadas da UOL, que funciona como patrocinadores. Novo servidor. Agora é oficial.

 

A cada clique de um visitante em um dos anúncios dos sites rende ao cofrinho do blogueiro alguns reais. O que para ele é bem fácil, uma vez que o site das “pérolas” recebe, em média, 30 mil acessos diários. Mas não se iluda, oferecer serviços não é assim tão fácil. Tem que gostar e saber relevar.

 

Não tem como agradar a todos, por isso Pucci foi um rapaz precavido e consultou advogados da área de exposição na web - por conta de alguém postado entrar com um processo contra a ele -, o que o deixou bastante calmo quanto aos problemas que ele poderia enfrentar. “Mas se uma pessoa me manda um e-mail pedindo para retirar uma foto porque não gostou, eu tiro na hora, não quero problemas”, afirma.

 

Quando questionado sobre o sucesso do site ele junta a importância da atualização diária e a participação dos usuários, que também enviam fotos sobre todos os assuntos possíveis. É uma tarefa árdua selecionar qual vai para o ar, pois nem tudo é digno de ser aproveitado. “Já estou com olho clínico para reconhecer algo forçado”, diz ele. De acordo com o blogueiro, de 100 e-mails recebidos, apenas quatro são postados.

 

Os sites webrecados.com e movi.com.br também são realizações do jovem que vê oportunidades em fazer o que o público quer, ou acha que precisa. Ambos os sites sugerem imagens, frases e pensamentos para os scraps.

 

Do resto, é acessar ou tentar conquistar o primeiro milhão por meio da internet. Igor Pucci já está a caminho!

 

Feliz aniversário, amor!

Faço este post em comemoração ao aniversário (30/5) do anjo que Deus enviou para mim, para o homem da minha vida, para o meu digníssimo amor, Rafael:

Tudo começou com a levíssima embriaguez dos olhares e de andarmos juntos. A alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, está de boca entreaberta. Respirávamos de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a nossa própria água. Andávamos por ruas e ruas falando e rindo, para dar matéria à levíssima embriaguez que era a alegria da nossa sede. A cada toque, brilhava o brilho da nossa água, e a boca ficava um pouco mais seca de admiração. Como admirávamos estarmos juntos! Até que tudo se transformou em não.

Tudo se transformou em não quando quisemos essa mesma alegria - sem reconhecê-la. Então, a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não me via. Eu não via que ele não me vira. Eu, que estava ali, no entanto, ele também. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais errávamos, mais com aspereza queríamos, sem um sorriso. Tudo porque prestamos atenção, só porque não estávamos bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quisemos ter o que já possuíamos. Tudo porque quisemos dar um nome; porque quisemos ser nós.

Ainda bem que houve o erro, então aprendemos que, não se estando distraído, o telefone não toca e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.

Ainda bem que vivemos todos esses momentos, assim conhecemos o jeito imune de amar.

Te amo muito todos os dias.

Ah, feliz aniversário!

Dia do Abraço

Ontem, 22 de maio, comemoramos o Dia do Abraço. Então posto aqui um abraço amigo, aconchegante e confortante a todos os que, verdadeiramente, cercam-me. E também aos necessitados que, em dias sombrios, só precisam de um desses (abaixo). Feliz Dia do Abraço!!!

Eu e minha amiga, também aspirante à jornalista, Lívia Gaspar

Novas escolhas

Depois de quase um ano morando fora da casa dos meus pais, retornei no último sábado. Nesse meio tempo, morei em Araçatuba para estudar e trabalhar, o que facilitou muito as coisas.

Dividi um pequeno e aconchegante apartamento com duas amigas que conquistei: Simone e Renata. Foi um belo período de total abandono e crescimento. Sorrimos, choramos, gritamos... Foram vários os momentos... Nossa!

Olhando para trás, é quase impossível não notar, de fazer um autojulgameto. E não há nada que, se pudesse, faria diferente. Os momentos marcaram meu progresso e minhas renúncias.

Potras, obrigada por tudo! Desculpas pelas horas de inconveniências e sobressaltos (se que é houve). Ah, com certeza, vocês fazem parte do que eu levaria (lembram da história?).

Quanto ao meu retorno, acredito que recebi uma outra chance. É como se eu tivesse nascido no sábado, mas assim, pronta, com 24 anos. Para essa jornada espero ter coragem de fazer certas coisas diferentes, afinal, é uma nova chance, ou melhor, novas escolhas...

 

Momento Lispector

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca" Clarice Lispector

Às mamães

11 de maio de 2008: Dia das Mães e das avós que são mães duas vezes.

Às mães que não sabem fazer outra coisa se não ser mãe, meu imenso respeito por extremo amor e dedicação. Às mães que são mães apenas por ser, meu imenso respeito por compreensão. Às mães que renunciaram a seus filhos, ainda assim, meu imenso respeito, por coragem.

 

Aos filhos dessas mães, não desejem outra se não a que te concebeu, por maior que seja tua dor.

 

À minha mãe, que jamais vai ler este post – por ser avessa à tecnologia – meus parabéns! E não é um parabéns comum ao Dia das Mães, esse vem da “velha” Aline. Aquela que sentava em seu colo por cafunés, que dizia “sim, vai ser assim” quando me pedia algo, que acordava de madrugada para receber o papai caminhoneiro, que sonhava...

 

Ah, minha mãe, foi penoso por demais, mas eu voltei. Foi incansável a minha busca por outras verdades e é inegável a minha culpa pelo tempo perdido. Que respeito, amor, dedicação, compreensão e coragem façam parte da minha história, e, com isso, eu consiga despertá-la.

 

À minha avó, querida Chocha (pausa para se recompor da emoção), que seja eu a receber um presente, você, nem que por um segundo, em meus sonhos...

 

Parabéns mamães! 

Momento Lispector

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada" Clarice Lispector

Hoje, apesar de...

Aline... Branca, estatura média, cabelos e olhos escuros, quase corcunda e ainda com vida. Ela já foi bela (por dentro), porém hoje a fera a domina.

 

Antes calma, divertida, sem ambições e sonhos consagrava a vida de filha predileta, ou melhor, inventada. Os sinais de mansidão hoje já não existem mais. Os risos aparecem de vez em quando. Os sonhos e ambições continuam no escuro, agora com um novo companheiro, meu “eu”.

 

Melancólico demais? Eu prefiro chamar de autenticidade.

 

Fui treinada para dizer o que penso e expor a verdade acima de todas as coisas. Confesso que quando criança me pareceu um tanto patético, mas hoje não consigo abrir mão. A sinceridade está cravada na minha língua e a estupidez na minha alma.

 

Contudo, ontem (3/4) um fato novo aconteceu. Eu vi “aquela” luz. Entre sinais e coincidências fico com Jonas: “Tudo por ser revertido”.

 

Aos amigos, ainda olho vocês de coluna ereta, de modo que eu não me sinta mais morta em vida. À família, obrigada. Ao meu noivo, continue me olhando. Aos outros, simplesmente Clarice Lispector:

 

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive, muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida".

 

Então, meus caros, será difícil se adaptar a novos conceitos, uma vez que os princípios prevalecem, mas "apesar de", eu continuo!

Momento Lispector
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro" Clarice Lispector
Fui obrigada

Afff! Eu que me sentia uma heroína por não ter cedido a moda do bloguismo... Mas não tive escolha, o professor Taveira me obrigou, senão, nada de nota parcial do semestre.

Mãe, sobrinhos, digníssimo, perdoem-me, a culpa é do Zé!

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